domingo, 14 de junho de 2009

A leitura nas férias


Nesta altura do ano, escolhemos os livros que não podemos ler durante o ano e partimos à aventura. A viagem pode ser de todas as maneiras, como dizia o poeta Fernando Pessoa. É bom que seja de todas as maneiras, para bem do corpo, da mente e da humanidade. Vamos começar por dar algumas sugestões para todas as idades. Começamos por um livro já muito antigo, que começou a ser escrito em 1881, mas indicado para todas as idades. A mensagem é múltipla, basta procurá-la. Carlo Collodi, o tão esquecido escritor italiano, criou essa personagem, meio boneco, meio homem, com virtudes e defeitos. O Pinóquio claro. Procurem um boa edição e façam esse favor à vossa mente, para verem como se alterou a sua história ao longo do século passado.Será que conhecem a personagem?

Vejam a primeira ilustração do boneco, feita por Enrico Mazzanti, em 1883.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Prémio Camões 2009


Este ano o prémio foi entregue a um escritor, poeta e jornalista cabo-verdiano, natural de Santiago, onde nasceu em 1941. É a 1ª vez e esperemos que seja o início do reconhecimento de muitos outros escritores de língua portuguesa que mal conhecemos. Em Portugal, este escritor só tem 3 livros publicados. Falamos de Arménio Vieira, galardoado terça-feira com o Prémio Camões/2009. Admitiu hoje ser um autor "pouco lido", mostrou-se surpreendido com a distinção e afirmou que, com o dinheiro que vai receber, "talvez compre uma bicicleta".
Numa entrevista à Agência Lusa, em que se mostrou ainda pouco à vontade em lidar com o sucesso, afirmou que até nem sabe como o júri lhe atribuiu o prémio, já que, no Brasil, disse, é "quase desconhecido".
"Eu sou pouco lido. Em Cabo Verde quase nada. Lá fora um pouco mais, mas, no Brasil, sou desconhecido e nem sei como o prémio veio para Cabo Verde, para o Arménio, porque Cabo Verde é maior que o Arménio, claro", explicou. Alguns manuscritos do escritor estão patentes ao público na Casa Museu Fernando Pessoa. ( Expresso online, agência Lusa)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Dia Da Criança



Todos os dias deveriam ser dias das crianças. Se a humanidade se lembrasse disso, de forma séria, não seria necessário termos um dia para se ver e ler coisas sobre esse absurdo que é haver crianças maltratadas, crianças com fome, crianças sozinhas, ignoradas. A Mafalda de Quino, esse ilustrador argentino, é a consciência da "humanidade sem consciência", que gasta dinheiro em guerras inúteis e não se lembra de cuidar de quem precisa. As nossas crianças parecem cada vez mais infelizes e doentes. Não será altura de se alterar isso?






domingo, 24 de maio de 2009

O Lobo e outras histórias


A Dra Ana Morais, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, esteve no dia 22 de Maio, na Biblioteca Escolar, a explicar por que o lobo nem sempre é mau. Cruzando a literatura erudita e tradicional, o lobo surge humanizado, simbolizando todas as contradições do ser humano: umas vezes forte, outras vezes enganado e pateta ( especialmente quando actua com a raposa). Aquele que tem fome e precisa sobreviver. Um predador, mas um predador que surge faminto e não consegue saciar essa fome.

Da editora Apenas, as investigadoras Fernanda Frazão e Gabriela Morais falaram do património oral, em geral, e de algumas curiosidades relativas a lendas, animais e outras representações.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

António Torrado na Biblioteca Municipal


É já no dia 27 que António Torrado virá a Alcochete. Durante todo o dia estará com alunos do 1º e 2º ciclos para falar dos seus livros, das suas histórias. Os alunos conhecem-no da históriadodia, uma página web com histórias diárias maravilhosas. Os seus livros são tão diversificados, abrangendo várias tipologias de texto.


António Torrado é poeta, dramaturgo, contista, novelista, professor e formador de professores, contador de histórias, jornalista, editor, director e produtor na televisão... e a lista não tem fim.Nasceu em Lisboa em 1939, começou a publicar aos 18 anos e não parou mais. A sua produção já ultrapassa a centena de títulos em temas que vão da ficção e poesia aos temas pedagógicos. Pela sua obra ganhou numerosos prémios.Formou-se em Filosofia na Universidade de Coimbra, foi professor do ensino secundário mas foi afastado do ensino por motivos políticos.Desempenhou cargos na direcção da Sociedade Portuguesa de Autores e participou na criação de uma escola ensino infantil e primário.É membro da Associação Internacional de Críticos Literários.Na televisão foi editor, produtor, argumentista e Director do Gabinete de Projectos e Guionismo da RTP.É, desde 1989, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema.É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comuna em Lisboa. ( Associação de Professores de Português)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ler José Fanha



São muitos os motivos para se escolher as histórias de Fanha. Aproveitem para contactá-lo quando ele vier em Junho, à nossa escola. Tragam os seus livros e peçam-lhe para falar dos seus poemas e das suas histórias- que são tantas.


José Fanha nasceu em Lisboa e licenciou-se em arquitectura. Poeta e declamador, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, em que participavam José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais; Manuel Freire; José Jorge Letria; Carlos Alberto Moniz, Fausto, entre outros. É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo e dramaturgista, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema. Tem dirigido Oficinas de Poesia e de Escrita além de desenvolver trabalho intenso de divulgação de poesia e promoção do livro e da leitura em Bibliotecas e escolas um pouco por todo o país. ( Wook - Porto Editora)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A eternidade espera aqueles que merecem!


Uma mensagem de apreço ao grande Vasco Granja que morreu dia 4 de Maio. Estava tão doente num lar, não sei se ele se dava conta... porque memória das coisas, essa tinha falhado. Era como se tivesse parado no tempo. E veio-me à memória os seus programas de televisão, na RTP, o seu amor pela banda desenhada numa época em que pouco havia de diferente para os jovens. Quem não se lembra do cigarro da pantera cor de rosa? E da música? E do seu entusiasmo! Faltam hoje pessoas com este entusiasmo.