Mais uma perda irreparável para a literatura portuguesa. A escritora Matilde Rosa Araújo (20 de Junho de 1921 - 6 de Julho de 2010), parte para longe da nossa companhia, mas deixa uma vasta obra, da qual destaco duas ou três:O Livro da Tila – poemas para crianças; O Palhaço Verde – novela infantil; O Sol e o Menino dos Pés Frios – contos; O Chão e a Estrela; e outras cerca de duas dezenas de obras que ficam vivas na memória de quem lê a sua obra.Uma escritora que sem dúvida escreveu belíssimos livros para crianças, belíssimos poemas. Um rasto muito singular de doçura e simpatia são marcas da sua escrita.Em sua memória deixo este poema para crianças, na esperança que a sua escrita toque a criança que há em todos nós (também adultos).
História do Sr. Mar
Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar.
Com uma onda...
Com muita onda...
E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...
A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...
Matilde Rosa Araújo, in "O Livro da Tila"
http://revisitaraeducacao.blogspot.com/2010/07/literatura-portuguesa-ficou-hoje-mais.html
quinta-feira, 8 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
ONDJAKI

O poeta e escritor africano Ndalu de Almeida, popularmente conhecido como Ondjaki, nasceu na cidade de Luanda, metrópole e capital angolana, em 1977. A sua trajectória artística passa também pela actuação teatral e pela pintura. Ele aproveita a sua estadia em Lisboa para estudar teatro amador, optando depois por uma especialização profissional.
Ondjaki
Dedica-se igualmente a duas mostras individuais de artes plásticas, uma em Angola, a outra no Brasil. Além de tudo, Ondjaki também é cineasta. Autor de roteiros cinematográficos, não deixa passar a oportunidade de co-dirigir, em 2006, ao lado de Kiluanje Liberdade, um documentário que aborda sua cidade natal, Oxalá cresçam pitangas – histórias da Luanda, fruto de uma parceria entre Angola e Portugal.
Após realizar os seus primeiros estudos na sua terra natal, obtém a licenciatura em Sociologia em Lisboa. Em 2000 o grande poeta conquista a segunda posição no concurso literário angolano António Jacinto, e lança o seu primeiro volume poético, Actu Sanguíneu. Ele integra antologias de cunho internacional, publicadas no Brasil, no Uruguai e em Portugal.
Ondjaki obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, por sua obra Os da Minha Rua. Na Etiópia, foi reconhecido com o prémio Grinzane para Best african writer 2008. Os seus livros têm sido traduzidos em países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Foi o único representante africano entre os 10 escritores finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2008.
Ondjaki
Dedica-se igualmente a duas mostras individuais de artes plásticas, uma em Angola, a outra no Brasil. Além de tudo, Ondjaki também é cineasta. Autor de roteiros cinematográficos, não deixa passar a oportunidade de co-dirigir, em 2006, ao lado de Kiluanje Liberdade, um documentário que aborda sua cidade natal, Oxalá cresçam pitangas – histórias da Luanda, fruto de uma parceria entre Angola e Portugal.
Após realizar os seus primeiros estudos na sua terra natal, obtém a licenciatura em Sociologia em Lisboa. Em 2000 o grande poeta conquista a segunda posição no concurso literário angolano António Jacinto, e lança o seu primeiro volume poético, Actu Sanguíneu. Ele integra antologias de cunho internacional, publicadas no Brasil, no Uruguai e em Portugal.
Ondjaki obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, por sua obra Os da Minha Rua. Na Etiópia, foi reconhecido com o prémio Grinzane para Best african writer 2008. Os seus livros têm sido traduzidos em países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Foi o único representante africano entre os 10 escritores finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2008.
( adaptado de http://www.infoescola.com/biografias/ondjaki/)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Twain...comemorar em toda a parte!

Mais um escritor norte-americano que é preciso conhecer ou reavivar...ir aos cantinhos da nossa memória e reler As aventuras de Tom Sawyer, O Príncipe e o pobre ou então As Aventuras de Huckleberry Finn, por exemplo. Em Abril deste ano fez 100 anos que Twain fechou o capítulo da vida. Mas abriu outro que talvez já estivesse aberto: o da imortalidade. Fica-nos bem falar dos seus livros aos nossos alunos e a quem gosta destas coisas da leitura.
Pseudónimo de Samuel Clemens, o romancista e humorista teve uma infância díficil: nasceu em 1835 na Florida e morreu em 1910, em Redding. Trabalhou como piloto de barcos a vapor, como mineiro, tendo participado, desde muito jovem, como jornalista em vários jornais. Graças à sua escrita humorística, viajou pelo mundo, o que contribuiu para enriquecer a sua vida literária.
domingo, 20 de junho de 2010
Aqueles que se vão da lei da morte... Saramago!

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu ser exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”Ricardo Reis
Teu ser exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”Ricardo Reis
F.Pessoa definiu como ninguém este conceito de "ser grande". Também Saramago foi grande. Até conseguiu um feito que Camões e Pessoa não conseguiram em vida: foi reconhecido. Apesar das polémicas em que se envolveu, nos últimos anos, Saramago conseguiu ser coerente, abalou algumas convenções, talvez da forma menos simpática, mas quem tem uma lua tão alta como ele, uma força que lhe permitiu chegar onde chegou, pode, às vezes, dar-se a esses privilégios... Quando morreu em Lanzarote, parece que uma parte de nós e deste país apático, como ele dizia, sentiu que é preciso ter outra atitude na vida! Não devemos desistir de sonhar, de lutar, quando temos este exemplo, por isso quem nunca leu as suas obras, está sempre a tempo de começar. Mesmo que depois não goste.
Apesar do seu medo da morte, que define numa entrevista como uma coisa feia que ninguém quer, mas que é inevitável, Saramago conseguiu libertar-se da lei da morte (lembram-se de Os Lusíadas?).
E agora José? (aproveitem para recordar este belo poema de Carlos Drummond d'Andrade que dedicamos ao nosso prémio Nobel da Literatura: http://www.tanto.com.br/drummond-jose.htm)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A festa da leitura continuou no dia 14, na BE...

Pois, a festa da leitura continuou na BE, com a entrega dos diplomas e livros aos alunos do Concurso de Leitura do 2º ciclo e aos alunos que mais leram do 5º ano - para o Passaporte da Leitura. Duas turmas acabaram empatadas, com imensas leituras. Uma ideia com pernas para andar que pode mudar hábitos e atitudes dos nossos alunos. Estão de parabéns os professores de Língua Portuguesa, as famílias e a equipa da BE que abraçaram esta ideia e a fizeram crescer e transformar-se... O Clube de Leitura trouxe os seus alunos que vieram falar dos livros, animando este momento tão bonito. Ah, também ouvimos os poemas declamados pelos alunos que, tão jovens, mostraram que ser poeta não tem idade. A leitura anda à solta...e tem sido bom!!
Cervantes para os mais pequenos!
Para os colegas e alunos que gostam das histórias de Cervantes aqui vai um endereço com algumas actividades. abram e divirtam-se... a ler.
http://cvc.cervantes.es/ensenanza/quijote_aula/default.htm
http://cvc.cervantes.es/ensenanza/quijote_aula/default.htm
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A nossa Biblioteca vai finalmente reabrir...
É já amanhã que vamos poder usufruir do espaço ampliado da Biblioteca Escolar D. Manuel. Depois de estarmos na tenda militar, no Polivalente, desde Janeiro, vamos reabrir o espaço que parece outro. Os nossos alunos e os professores ansiavam por este momento. Amanhã, à tarde, depois das 17 horas, haverá um programa de reabertura, com vários convidados e actividades de animação que se prolongam até à noite (com a Noite de Astronomia).
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